Jacqueline & Bicicleta

Sair de casa pra qualquer lugar se torna uma atividade gostosa, às vezes mais gostosa que o próprio destino!

Jacque o quê? Linda!!! Rsrsrs.

Conheci a Jacqueline no dia da Bicifesta Junina de 2015, eu era novata nesse universo paralelo da bicicleta em BH. Pro mesmo dia, a associação BH em Ciclo planejava a primeira projeção na cidade do filme “Bike vs Cars”, mas devido à chuva na Praça do Ciclista, o Vinícius Túlio convidou todo mundo pra assistir no Ateliê Bicicine. Nem conversei com ela ali, mas já a achei uma pessoa muito simpática, pela maneira carinhosa e sorridente como se despediu de todos que estavam no ambiente.

A partir daí, a primeira impressão que ficou, perdurou. Encontrei com ela algumas vezes em situações relacionadas a bike, e a considero um docinho de pessoa, sempre gente boa! Autêntica e good vibes. Fiquei bem feliz quando ela topou participar do projeto.

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Algo que chama bastante atenção na Jacqueline de cara são suas tatuagens. É a mulher mais tatuada que conheço, mas ela mesma já está tão acostumada, que só lembra desse fato se alguém comenta! Grafismos belíssimos que proporcionaram registros fotográficos de pés completamente originais.

Me conta um pouco sobre a história das tattoos que aparecem nas fotos?
Esse desenho grande em estilo maori da perna foi a minha primeira tatuagem, aos 19 anos. Fiz na casa de um amigo, com um outro amigo que morava em Brasília. Fui tipo cobaia dele e não tem muita historia além disso, hahahaha!

“Já as dos pés é uma mandala com corações, feita por uma amiga alemã que passou uma temporada aqui no Brasil. Os trabalhos dela não são só estéticos, as geometrias que ela trabalha, os elementos que ela coloca nos trabalhos dela são todos buscando ancorar energias que as pessoas estão precisando. Ela é meio bruxa, e pra mim foi um “processo” dentre outros que eu estava/estou vivendo de ressignificação do amor, não só da forma que a gente fala da boca pra fora, mas em todos os sentidos. Amor por mim, amor pelos outros, por coisas, pela terra (foi nos pés por isso, inclusive).”

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Qual a sua relação com a bicicleta?
A bicicleta é emancipadora em vários aspectos. Não precisar me preocupar se vou ter onde estacionar, poder ir pra qualquer lugar q eu quiser, em qualquer horário, sem me preocupar com trânsito é maravilhoso! Sou Mess na empresa mais linda da cidade (risos): Dizzy Express, que é uma empresa de ciclomensageiros em BH. #chamaosdizzy

Desde quando pedala?
Pedalo desde criança, mas pra tudo na vida mesmo desde 2014.

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Em quais situações pedala?
Todas situações! Compra na feira, festinha, trabalho, tomar sorvete, ver migos. Não tem tempo ruim não!

Que tipo de calçado você usa no pedal?
Não consumo restringir meus sapatos ou roupas por estar de bicicleta, prezo meu conforto!🙂

O que te motivou a pedalar?
Ser mais feliz! Pedalando a gente consegue enxergar melhor a cidade, fazer mais parte dela mesmo. Sair de casa pra qualquer lugar se torna uma atividade gostosa, às vezes mais gostosa que o próprio destino!

_mg_7498_tt2_mg_7496_tt2Voltando à questão das tatuagens, você acha que elas podem ser ligadas de alguma maneira à questão do uso da bicicletas?
Bom, não sei, hahaha! Talvez a parte de não ser algo que siga o que o sistema impõe. Mas isso pra mim, vejo que pra muita gente não é assim.

Você acha que as tattoos refletem de alguma forma especifica no transito? Você sente pré-julgamentos por causa disso?
O povo acha que sou a doidona tatuada da bike. Tanto pessoas que só me vêem passando de vez em quando, quanto quem só passa de carro do lado e dá “aqueles gritos”. Preconceito tem demais. Mas, se for colocar na balança, o povo acha mais legal que ruim, porque acha diferente no bom sentido.

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Jacqueline Kathiurcia, 29, da vida e ciclomensageira & Bicicleta, híbrida.
Belo Horizonte/MG.

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Jacqueline & Bicicleta, La Niña, 2016, Desenho, Nanquim, guache e letraset, 42 x 29,7 cm.

 

* O Projeto Pés & Pedais virou calendário que embeleza sua mesa e ainda ajuda as crianças! Confira nesse post e encomende para você ou para os amigos de presente.

* As fotos e ilustrações originais resultados deste experimento artístico estão à venda e podem ser solicitadas pelo contato com a artista no e-mail bruna.caldeira@mail.com.

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